| Viver é impreciso... | 29 Dec
2007 | |
Tudo
na vida é uma eterna decisão, que vem acompanhada daquela indecisão desejada e
assustadora. As coisas mudam sempre e o tempo passa rápido demais para se
perceber o quanto ele é precioso. Todos andam devagar e, às vezes, você
reencontra o passado neutro que estava quase se diluindo da sua vida. Todos
ainda caminham... E tão só. Solidão. Você ainda parada, pensando de tudo um
pouco, aquilo, aquele... As paisagens parecem não estar mais, ficaram fixas em
um lugar distante, que você não alcança. Eu poderia dizer as coisas com mais
clareza, mas não consigo. É tudo tão confuso, complexo e cheio de imagens que eu
nunca entendo. Você poderia dizer qualquer coisa e eu também, mas isso já não
faz sentido. Vou sempre retroceder os sentimentos, para sempre lembrar e lembrar
e lembrar. E uma saudade tão infinita me toca e eu começo a escrever sem um
começo ou fim coerente. Parece sonho. Parece uma história que eu nunca vivi. Mas
eu já vivi! E ah... Ah, agora eu deveria lamentar, mas nem isso consigo. Eu
pareço ter bordas e o meu corpo parece estar envolto por uma camada tão fria,
que me faz solitária. Mas não ligo. Eu vou seguir, preciso de um tempo, preciso
do meu elemental, preciso... preciso... de... Preciso de tanta coisa, mas o que
eu gosto mesmo é gostar de precisar. Na verdade, eu nunca preciso. Não sei
porque tento sempre preencher esses vazios com pétalas de rosas secas. Eu sempre
tento isso, sempre, sempre...
Foi tudo de ontem. Eu poderia dizer mais
sobre a minha vida, dizer sobre eu e mim, dizer o que faço ou deixo de fazer.
Mas isso parece tão pequeno perto do que eu realmente sinto. E eu sempre sinto
tanta coisa, eu nunca consigo ficar sem sentir. E não é tristeza, talvez muitos
pensem e pasmem com “depressão” ou coisas do gênero. Devo confessar que sou uma
pessoa, de fato, muito feliz e completa com as coisas que possuo. Tristeza,
assim como felicidade é um estado. Estados são caóticos e quase sempre
ilusitórios. A permanência dos estados das cosias é única verdade de que
conheço. Sou feliz e a minha felicidade é uma permanência. Mas acontece que uma
vez ou outra, sou consumida por visões entorpecidas de coisas que não sei. É uma
sede de um sentimento, é um sentido insano que ainda não domino. É a vontade de
reorganizar coisas organizadas. É a mudança, transição, só não digo
transcendência porque é demais. Eu pareço necessitar de algo que ainda não
existe e isso que sinto não possui nome. É abstrato demais para a minha limitada
inteligência humana. Não sou inteligente o bastante para compreender o que se
passa dentro de mim mesma. Existe algo em algum lugar que eu não sei que me faz
falta. E eu sinto saudades do objeto ou sensação que nunca vi ou experimentei.
Sinto falta, e muita. Que diabos é isso que sinto falta? Eu penso tanto, eu
procuro sempre saber, mas nunca sei. Gostaria de parar de sentir o peso dessa
ausência que dói em mim. Essa ausência que na verdade nunca esteve presente, mas
marcou tanto, petrificou e passou a ser uma parte abstrata de mim mesma, que
corre e vaga. Mas um dia ainda vou reencontrá-la...
| Oh, foi-se! O que? Não sei, mas foi... | 06
Dec
2007 | |
Sei
que é um recomeço, reconheço, preciso aprender. Estou andando, estou saindo,
vagando fora deste mundo que há muito vivo. Vou me recolher, resguardar, sei que
é necessário, sei que faz sentido. Volto ao meu casulo, a minha vitória, volto
ao meu lar. Isso tudo vai ser difícil, sei, isso vai pedir para eu voltar e ser
novamente o que nunca quis ser. É sabedoria dar um tempo, acalmar as tempestades
e ressurgir como um dia ensolarado. É fundamental me energizar, reorganizar,
viver! Oh plantas, montes, Deusa me guie neste caminho. Eu peço a sua força, a
sua sabedoria do Universo para que este se faça de bons sentidos e intenções, e
que o sol, mesmo que em dias nublados ou cinzas, esteja brilhando para que eu
simplesmente possa enxergar a verdade. Deixe-me pura e sábia, de capacidade para
sonhar e realizar ilimitada. Mãe, você sabe o que desejo, e não é à toa!
Agradeço a sua proteção e paz. Me arrependo por ser tão má, mas Agradeço por
estar viva, muito obrigada.
“Acredito no Universo
Sou filha da
Natureza e bruxa das minhas ações
Sou, assim como tudo que existe, criação
Divina...”
“Meus dias amarelos
Oh... dias cinzas!
Vou buscar a
minha felicidade...”
| Meu final de semana? Tosco! | 02 Dec
2007 | |
Sexta
feira, prova de física, não tinha estudado porcaria nenhuma, mas acho que até
fui bem. Sábado desafio de física, meu aviãozinho perdeu porque meu amigo mexeu
o pé, muito triste isso ._. Depois minha mãe me obrigou a ir embora do colégio
12h, sendo que eu tinha que ficar até 13h. Ela, como parece uma grávida e todo
dia tem um desejo diferente, tava com vontade de comer pastel de bacalhau e fez
a gente ir lá na puta que pariu do Mercado Municipal para comer o bendito
pastel. Voltei, fiquei pensando, pensando, pensando na vida. Liguei para várias
pessoas. A noite, dei muita risada no msn, né leide Rosi? Depois dormi, feito um
anjinho.
Acordei 10h hoje. Comecei a fazer meu trabalho, terminei e
depois vou estudar para a prova de amanhã, a prova mais difícil do mundo (e não,
não estou sendo irônica): História. Ahhh não sei nada! Ahhhh :DDD, tirei um
monte de foto tosca com as meninas da F.F.N. hoje, depois eu posto. Abraços.
Não, eu não queria isso novamente
Eu não quero fingir
Se isso não
pode ser como antes
Eu me renderei, deixarei isto acabar
Eu não sou o que
eu era, houve uma mudança em minha cabeça
Mas talvez algum dia
Sim, algum
dia
Tenho que deixar isso ir e sair dessa
Apenas fugir para longe,
acabar com essa rotina
Eu terei medo de pular se eu esperar por muito
tempo
Mas talvez algum dia
Eu veria seu sorriso se você chamasse meu
nome
Começaria a sentir, e perceberia a mesma coisa
E eu sei que talvez
algum dia eu volte
Talvez algum dia eu volte
Novamente!
Então
diga-me se eu voltar algum dia, diga-me se algum
dia eu voltar
novamente
Se eu pudesse fazer isso de novo algum dia, apenas uma vez
mais
Penso se eu poderia me esforçar como antes
Se eu poderia tentar ser
superficial
Se eu poderia apenas ser certo
Que talvez seja a última
vez
Sim, talvez isto seja o fim
Talvez algum dia quando tudo parar
ou
talvez algum dia quando começar outra vez
The Cure - Maybe Somedey
Há
em mim uma sede de infinito que nem eu mesma compreendo. Uma imensa vontade de
estar mais alto do que qualquer coisa que possa estar mais alto. É um egoísmo
que chega a doer, que chega a ferir as pessoas que amo. Tenho vontade imensa de
ser em meu mundo apenas eu, apenas.
Esses dias estava sei-lá-como, não
queria falar com ninguém. O telefone tocava e eu "diz que não quero falar". Pode
parecer grosseria da minha parte, mas ao menos fui sincera. Essa 'inteligência
absurda' ainda me mata. Ando me sentindo pressionada sabe? Pressionada a dar
tudo do que há de melhor em mim, tudo em extremo. Só que como disse, esse meu
egoísmo atrapalha, não quero dar o que há de melhor em mim para os outros, quero
dar a mim mesma, somente!
| Listras, listras, listras! | 23 Nov
2007 | |
Oh,
como eram belas aquelas listras...
Tão parada, tão dispersa estava, tão
tão tão calma, vagando dentro de si mesma. Estava daquele jeito, do jeito de
sempre todos os outros jeitos de todos os dias. Eu vi listras. Listras que o
vento balançava, trazia de lá e cá, que pareciam mover-se em sentido de algo
eterno. Intercalava as cores de tudo, era preto e branco, era eu e você. Estava
tão serena, como sempre tão calma, sem importar-se. Oh, como isso dói... O
vento, ah! O vento! Ele sim dizia e mexia, os curtos cabelos da menina curta.
Curta em mim. E o chão? Ah, o chão! Que recebia o prazer em ser pisado por
aquele All Satar verde. Ah, que senti naquele instante? Nem eu mesma sei! Que
senti? Tem nome o que senti? Ah, preciso inventar! O nome do sentimento que
senti naquele instante era: você! Ora, por que tão tarde? Eu sentia mesmo você.
Quando tentava, quando sentia você num passado longe, eu ficava toda assim, toda
em mim mesma, toda dentro de um elo que formava um sentido para você. Eu gosto
tanto de sentir você!
| CORTE AQUI! | 20 Nov
2007 | |
Pareço,
mas não sou! E quando sou assim mesmo, nem pareço, nem demonstro, nem mereço
ser... Sou confusa, complexa, sou caos em desordem de vida, sou mera aspirante a
viver. Quero um remédio ou veneno, por que ser assim o tempo todo dói, machuca,
cria marca de ferida feroz. A gente aprende quando caí, quando sobe bem alto no
patamar do sucesso e caí assim, sem antes saber que vai cair, simplesmente
caindo. Eu quero só esquecer o que eu fiz, o que vivi. Você quer um pouquinho do
que eu vivi? Quer uma fatia dessa vida? Ninguém nunca vai entender... Nem eu
entendo! O que faço, porque faço assim, sem mais nem menos vou e faço. Isso é
ilógico, é coisa de animal, coisa de coisa que nem pensa. Sou mais ou menos um
que de não sei o que mesclado com “porques”. Tô estagnada na minha própria lama.
Não sofro tanto, eu sei, eu sei que quase 99% é puro drama. Mas eu gostaria de
me entender, nem que fosse só um pouquinho, já seria algo
gratificante.
Hoje, nessa bela segunda-feira, conversei com o meu
guru-espiritual. Uma das únicas poucas criaturas no mundo que me entende de
certa forma, na verdade por ele ser mais louco que eu, sei lá. Acho que só ele
entende quando eu tenho raiva dele às vezes, quando eu não quero conversar ou
quando eu digo que não gosto dele, bem na cara. Ele entende essa minha
personalidade tão... mutável (e por que não esquizofrênica?) Ele confirmou para
mim que eu era muito tonta, para eu renovar, mudar, excluir. Disse a ele que
minha vida era cheia de gente superficial, cheia de amigos-não-amigos, cheia de
pessoas que eu convivo mas não conheço bem. Ele mandou acender um incenso e
meditar. E isso é algo certo. Às vezes estou dando risadas ou brincando com
pessoas que nem sei o nome. E ainda no outro dia me deixam “te amo” ou “você é
perfeita”. É tão pouco tempo para amar. Não dá para amar em um dia, a não ser
que você esteja interessada na pessoa a tempos. Mas não. Eu sinto falta das
coisas intensas que eu tinha, dos tremeliquês, dos arrepios das gargalhadas com
os amigos sinceros. Eu sinto tanta falta dos meus amigos. Troquei coisas tão
concretas, sentimentos sentidos de forma tão sincera, por noites superficiais,
assim sabe, como as minhas palavras. Aqueles momentos, com aquelas pessoas, não
são coisas memoráveis, daquelas que dão saudades, são coisas assim, que
acontecem e simplesmente aconteceram.
E eu fico aqui ouvindo The Cure e
sua linda “
Cut Here”, parece lembrar passados, coisas, lugares, pessoas
enfim. E faz refletir. Só conhece felicidade quem já foi triste, e vice-versa
para a tristeza também. A gente só reconhece uma coisa conhecendo outra. Não me
reconheço, não conheço a outra parte de mim que forma um nós chamado Mariana...
Então nos encontramos de novo!" E eu ofereço minha mão
Muito seco e o
inglês devagar
E você olha pra mim e eu entendo
Sim, é o olhar que eu
costumava conhecer
"Três longos anos... e seu homem favorito...
Isso é
algum modo de dizer `olá'?"
E você me abraça...
Como se nunca fosse me
deixar ir embora
"Venha e tome um drinque comigo...
Sente e converse
um pouco..."
"Ah, eu gostaria que se eu pudesse... e eu vou!
Mas agora eu
não tenho tempo..."
E por cima do meu ombro enquanto eu vou embora
Eu a
vejo dando aquele olhar de adeus
Eu ainda vejo aquele olhar em seus
olhos...
Tão confuso, Sr. Ocupado, muito apressado pra falar com
Billy
Todas aquelas coisas bobas têm que ser feitas primeiro
Só um minuto
- Daqui a pouco - Quem sabe na próxima vez -
Deixe pra Junho
Até que o
mais tarde nem sempre vem...
É tão difícil pensar: "Acaba uma hora e essa
poderia ser a última.
Eu deveria mesmo ouvir você cantar outra vez, eu
deveria te ver dançar"
Porque é difícil pensar: "Eu nunca vou ter outra
chance de te abraçar... de te abraçar".
Mas o frio Sr. Notável - muito
apressado pra falar com Billy
Todas aquelas coisas agitadas, espumantes e
idiotas têm que ser feitas
Em um segundo - Espera aí - Tudo em seu tempo -
Não vai demorar
Até mais tarde...
Deveria ter parado pra pensar -
Deveria ter feito acontecer
Eu poderia ter bebido aquele drinque - poderia
ter conversado um pouco
Eu teria feito certo - Eu teria feito a gente
continuar
Mas eu não fiz, agora é tarde demais
Acabou
E você se
foi
Sinto sua falta...
Sinto muito sua falta
Mas quantas vezes
eu posso ir embora
E desejar: "Se ao menos..."
Quantas vezes eu posso
falar desse jeito e desejar: "Se ao menos..."
Continuar cometendo o mesmo
erro
Continuar a sentir a mesma dor no coração
Eu desejo "Se ao
menos..."
Mas "Se ao menos..."
É um desejo muito tardio...
| Noite após felicidade | 17 Nov
2007 | |
Quero
escrever, quero escrever até bastar, até tudo isso cessar! Eu quero estar, não
sei aonde, mas sei com quem e, o motivo é simples, cobrir e suprir solidões.
Isso vai doer, vai ir, vai crescer. Isso cresce em mim. Esse ódio da raiz de mim
mesma, esse ódio da árvore que gerou um fruto tão podre. Um passado que
atormenta, que não perdoa sequer noites felizes. Um passado presente, que lateja
assim feito dor, que inicia coisas que menos preciso. E fica presente somente,
àquela companhia que me alimenta de silêncio, o meu consolo, a companhia dela...
Quero afundar em mim o quanto puder, quantitativamente o que achar necessário.
Essa fuga é o que mais dói em mim. Essa fuga atormenta, por que com ela fica
distante o que preciso saber. Essa fuga dói mais do que a maior dor que sinto,
dói como tentar sorrir em uma triste tarde de inverno. Eu sei que tem tudo me
esperando lá, e se eles estiverem me esperando lá? Ah, seria grandioso... E por
que tudo aquilo maravilhoso, para um fim tão doloroso? Saber daquela verdade
toda contida dói, porque nem disseram antes, aos pouquinhos, uma verdade por
dia, por hora?... Doeria menos! A verdade dita toda assim de uma vez quebra
tudo, é choque sem fim, é explosão e fissão de átomos de minha matéria impura. E
o único e pequeno consolo, é saber que lá longe, aquilo espera e sorri quando me
vê, aquilo chora por eu chorar também; é consolo saber e dói bem menos porque lá
longe aquilo gosta, mesmo que seja pouco, mas gosta a tal ponto de consolar
tristezas de uma vida inteira, em poucas horas...
| Cena Aberta 'por Ander' | 15 Nov
2007 | |
Vou
escrever tudo sem nexo e contrário.
Tudo sem ordem e sem pudor.
Tudo e
nada ao mesmo tempo, ódio e amor.
Já estou melhor. Posso até descer as
escadas sozinha, ninguém precisa me acompanhar. Estou comendo comida de gente
humana, minha língua está afiada e, isso significa que estou bem! Meus olhos não
estão tão fundos, minha boca agora tem saliva, as manchas vermelhas sumiram.
Podemos dizer que sim, fisicamente eu estou melhor.
Meu psicológico,
como sempre, anda meio confuso. Na verdade, eu gostaria de admitir e gritar
plenamente: SOU LOUCA! Mas acontece que nem eu mesma tenho certeza disso e nem
ninguém que convive comigo. Podem até ter, podem até achar, mas nunca falaram
nada! Tá tudo conturbado, fora de ordem, pareço até uma adolescente. Isso dói.
Às vezes penso em alguma coisa, em alguém, e quando vejo já estou
pensando em outras coisas, em outros alguéns. Parece uma máquina, aparece
números e fórmulas mesclados com poesias e rostos de pessoas. Deveria pensar
normal, em linha reta, como todo mundo faz, ou como todo mundo deveria fazer.
Seria menos trabalhoso imaginar que todas as coisas são fáceis, racionais,
práticas...
A minha mente é subjetiva demais, parece um daqueles poemas
parnasianos (embora não sejam subjetivos) em que ninguém entende nada. Eu não
sei se é eu quem sou insaciável da minha própria existência e não hesito em não
contentar com o que simplesmente penso. Eu penso e me pergunto “por que penso?”.
Pensar desse jeito que estou pensando agora não faz sentido! É como sair falando
o que vier à cabeça, sem saber o porquê. Não entendo mais nada, nunca me senti
tão burra!
Pegue a rosa e olhe. Olhe de verdade. Olhar uma rosa é uma
coisa que faz sentido, não sei explicar o porquê, mas faz! A rosa é tão linda...
Na verdade flores são lindas e, na verdade, eu sempre escrevo coisas
non-sense no final do post.
AHHH! Faltam 9Mb para terminar de
baixar o arquivo, justo, justo nos míseros 9Mb as fontes de download acabam! Eu
mereço isso, eu realmente mereço...
| PARE COM ISSO QUERIDA | 12 Nov
2007 | |
Acho
que não estou muito bem, na verdade não estou muito bem...
Febre desde
sexta-feira, ainda bem que sempre existe um desocupado para me trazer em casa sã
e salva.
Febre até agora, e hoje já é segunda! Febre, febre, a febre não
passa. Uma dor de cabeça insuportável, a boca seca. Acordei 2hrs para ir beber
água e... adivinhem? Desmaiei. O segundo desmaio desde sexta. Eu nunca fiquei
tão gelada em toda a minha vida... Meu pai perguntando “filha o que foi?” e eu
mal podia responder, nem eu sei o que está acontecendo comigo... Sábado eu tive
tanta febre à noite que suei, acordei toda molhada pensando que havia feito xixi
na cama. Estou magra (mais?). Minha pressão está baixa. Não consigo nem
andar.
Aí minha mãe fica feito louca cuidando de mim, fazendo sopinhas e
vitaminas e eu vomitando tudo. O médico disse que é a garganta, que realmente
está inflamada. Mas eu sei que é outra coisa... Todos ficam desesperados,
preocupados e nessas horas a minha consciência pesa por fazer tanta... merda!
“O meu livro favorito é o Menino do Espaço”
Acho que sempre quis mesmo ser uma astronauta. Desde nova. Não
necessariamente astronauta de Lua, astronauta de Céu! Porque o céu não tem linha
de limite, porque ele existe sem antes precisar de espaço para existir. Ele está
lá. E olhava com aquele papel colorido, que fazia o Sol brilhar. Eu bem sabia
que voar era algo grandioso, não era à toa que corria atrás de borboletas
amarelas...
Eu espero lembrar de todas essas coisas com muita ternura,
para não esquecer a minha essência de bondade. As coisas daqui para frente serão
difíceis, eu mesma bem sei, mas e se eu não tentar? Preciso tentar, mesmo que
seja para simplesmente fracassar depois de tanto cansaço... Sei que não vou
conseguir nada parada, nada pensando, nada assim, sonhando. Os Deuses não nos
dão nada em material, eles apenas auxiliam com boas vibrações energéticas!
Agora ouvindo “Mechanical Animals”, numa noite de quinta-feira. Um dia
que se fez feliz, que brincamos e brindamos a nossa tão explicita juventude. Uma
noite que me faz lembrar os 12 anos, que me encontrava em noites, ouvindo essa
mesma música, mas não sentindo a mesma coisa. Chorava feito criança (e não era
uma?), pelo amor perdido, pelo relacionamento complicado com os pais... Chorava
sem esperança alguma, é como se tudo fosse desabar. Chorava sem ser escondido,
chorava para quem quisesse ver que chorava. As lágrimas escorriam, por vezes sem
motivos, em uma face que não sorria. Era tão triste. Deus sabe o que passei e
ele bem sabe porque hoje ajo dessa maneira. Sou tão vulnerável e frágil, que um
simples barulho de estrela caindo sobre o mar, poderia alterar a freqüência dos
meus batimentos e me assustar.
Amanhã, o que tem? Amanhã tem algo que
nem eu mesma sei, eu vou com pureza e sabedoria, para a perfeição. Prometi um
sábado. Um sábado meu, só meu. Como dizia Clarice, sábado é a rosa da semana, e
é sim...
Ahhh, não posso parar, agora que começou a tocar
Disassociative! Vocês nunca vão imaginar o que essa música significa para mim,
nunca vão sentir o que sinto quando a ouço. Ela parece um alerta de
“conheça-se”. Ela me faz lembrar coisas, pessoas e lugares que nunca estive.
Lembro do céu daquela janela, dos cavalos que temia, da prateleira que parecia
cair... Ah, sinto tanta falta! Um dia tudo aquilo será meu novamente, tenho
dito.
Onde
está? Eu vou tentar. Percorrendo as ruas, de olho em luzes de postes que parecem
acesos por sua espera. De olhar distante, de sentimentos tão contidos, e vontade
inconstante de gritar! Onde está? Nas casas, das TVs ligadas, as músicas que
tocam para te sentir, me chamar. Parar, olhar, analisar, te procurar. Onde está?
Tudo vai indo, vai seguindo sem forma de ser, com desejos de ver, assim, desse
jeito, daquele ano de junho. Das suas palavras, as suas mãos, o seu sorriso.
Onde está? Vou, vai ser assim, porque para mim não era para você está aqui; vou
seguir o meu caminho, vou traçar os meus planos, mas de forma tão triste sem
você. Onde está? Volte enfim, volte para mim, volte a ser o que eu mais
desejava. Fiquei aqui, você fica em mim, você diz assim “espere”, e ah, não
posso tanto, não agüento o pranto, olhe, olhe assim, veja, o que vê? Onde está?
A chuva passa sem chover, sem pingar, nem olhar, veja o céu, você é céu, nem te
vejo, venho, venha! Diga assim “estou”, por favor, olhe, olhe para mim...
Chorei, chora em mim as lágrimas da sua saudade, as lágrimas dos dias em que te
tive e morri assim, deixe ir ao longe o meu pássaro com asas de borboleta, a
minha constelação bela, o meu dia ensolarado, meu “sunshine”, o seu, o meu olhar
de olhos verdes... Onde está? Aonde você está?
O que aconteceu
Ao amigo que um dia
eu conheci?
Ele foi embora?
Tears For Fears -
Change
| Infelicidade gratuita | 04 Nov
2007 | |
Postes
cinzas, luzes amarelas, vestidos e peças íntimas expostas no varal. Dezenove
horas. Tomei um banho bem tomado, vesti o vestido decotado que cheirava a
guardado. Arrumei os detalhes dos sapatos, refiz, pela quarta vez, as unhas.
Passei o melhor perfume e saí. Saí, supostamente, sem destino de ir, mas com
imensa vontade de voltar, para simplesmente dormir. Estava cansada.
Quando me vi, já estava dentro do “transporte público coletivo” e o
cobrador gritava de forma escandalosa “aperta mais um pouco aí pessoal”. Eu
poderia me estressar, como faria nos dias anteriores quando ia ao colégio as
seis e meia. Eu poderia ser arrogante como das outras vezes, mas prometi a mim
mesma que seria simpática, pelo menos por um dia. Observava a paisagem da janela
à esquerda, embora estivesse sentada a direita. Via pela milésima vez aquele
caminho que meu cérebro já havia decorado, aquele caminho monótono e vazio.
Talvez fosse tolice da minha parte, buscar através de caminhos iguais, paisagens
e idéias diferentes... E as pessoas parecem iguais quando se deparam com as mais
diversas situações. Parecem herdar dentro de suas mentes as atitudes para cada
momento. E os pré-adolescentes (que nem eu mesma sei o que faziam as vinte horas
na rua) gritavam histericamente para “as prostitutas”: travesti! Na mesma hora
pensei e mandei as minhas boas vibrações para essas pobres criaturas, para
jamais terem de fazer algo constrangedor para garantirem sua
sobrevivência...
Cheguei. Vinte horas e sete minutos. Eu fingia e me
perguntava porque estava ali novamente, se o que eu procurava não andava
direito, não havia mudado. Desci a rua, e cheguei naquela pracinha, daquela
igrejinha... Logo sentei e fiquei observando aquele bando de jovens (como se eu
não fosse uma) não se importando se o que faziam era ou não ridículo aos olhos
alheios. E eu lá quieta, e vem a “amiga” perguntar as horas, e ainda diz de
forma encantadora “pintaram a igreja, ficou bonita!”; eu poderia responder
qualquer coisa como um simples “é sim” ou “é não”, mas fiz questão de testar o
potencial de corte da minha língua e, disse de uma forma bem irônica “é mesmo...
ficou bonita, mas é uma pena que as pessoas que a freqüentam ainda são as
mesmas... as mesmas moralistas de sempre, as mesmas preconceituosas que te olham
torto todos os dias”. A “amiga” calou-se.
O meu olhar de olhos verdes
chegou. O que eu realmente esperava estava do mesmo jeito, com as mesmas
atitudes e pensamentos. Eu poderia chorar ou fingir não ver os defeitos que
tanto me incomodavam... Eu optei pela segunda opção, sabia que o meu emocional
seria menos afetado. Mas sei que agi de forma universal, é preferível sonhar,
cegar, que encarar a ácida realidade. E foi aquela onda de beijos loucos, de
gritos todos roucos, de palavras ternas, abraços doces... E tudo terminou como
deveria terminar, do jeito certo. Eu não poderia continuar estragando os meus
dias com aquela pessoa, odiaria ter mais um vício em minha vida, embora a minha
maior virtude fosse amá-la. Eu disse adeus, e ainda (não contente) disse que
tudo o que havia dito era mentira, era farsa, era fase... E eu fiz chorar a
pessoa que me ensinou a sorrir, eu quebrei sentimentos tão sinceros, sonhos
puros... E foram olhos nos olhos, eu segurei as lágrimas das minhas mentiras
ditas, e a criatura, como em uma atitude humana desesperada, implorou,
rastejou... Virei as costas, neguei amor, fui embora, fui egoísta...
E
quando parei para pensar, quando senti saudades, quando era tarde demais, me
senti como todas as pessoas que observava, senti que agi de forma
igualitariamente humana para um sentimento tão peculiar: o amor.
| Da vida real | 01 Nov
2007 | |
Sabe, às
vezes quando eu fico assim, sem nada para fazer, com tempo de pensar, eu costumo
pensar muito nas pessoas. As pessoas humanas que pensam, sempre me intrigaram
muito, sempre deixaram meus neurônios excitados por mistérios. Eu sempre quis
saber, desde nova, o que se passava na cabeça das pessoas, queria saber a
paisagem que poderia ver através daquele “olhar-de-janela.” Mas eu sei que isso
é coisa de gente tola, boba, insana, boba, tola, falta do que fazer. Mas eu
sempre quis saber...
Mas aí parei, pensei: como lhe conheço pessoa? Como
lhe conheci? Por que toda essa amizade, essa empatia, essa chuva de sinceridade
de pessoas que não se vêm a tempos? Por que hein? Às vezes acho que conhecemos
as pessoas bem antes delas nos conhecerem. Tudo acontece porque simplesmente
duas pessoas que estão ali, conversando, falando, gritando, enfim, já
manifestaram o desejo de se conhecerem de alguma forma. Já quiseram (mesmo que
de forma inconsciente) saber o que se passa na mente alheia. É como se você
viajasse para a mente alheia, pela casa alheia, por tudo o que pertence àquela
pessoa, pela rotina dela e você de certa forma quisesse conhecê-la. Mas é claro
que isso acontece em sonhos e você não sabe, mas aí, quando cruza a esquina da
avenida, encontra por acaso, um grande amor ou um grande amigo.
Essas
coisas corriqueiras da vida são estranhas. Por que estou aqui escrevendo? Eu
devo ter conhecido a escrita bem antes dela conversar comigo. Eu devo ter
observado a rotina das palavras, por fim, tive curiosidade em conhecê-las.
Embora o elo que liga o meu pensamento às minhas palavras seja estreito, eles
parecem se estreitar para simplesmente surgir um texto, pois das outras vezes os
dois ficam tão distantes; é aí que eu falo sem pensar, ou fico pensando demais e
não digo nada...
Hoje
eu sonhei com você. Foi um sonho sonhado de forma tão linda, plena, pura. Te vi
em perfeição, com aquele riso nos lábios, com aquela mesma roupa que toquei de
forma curiosa e inocente aquele dia. Te vi sutil, mas com olhar tão triste.
Caminhava na minha direção, mas no sentido oposto. Fiquei apenas a admirar e
contemplar a sua presença... Eu senti aquele cheiro, aquele cheiro daquele
perfume da primeira vez em que nos beijamos. Eu imaginei sentir todas as
texturas do seu corpo, todos os seus toques, eu pude ouvir todos os tipos de
risos... E eu me senti tão triste e feliz. Triste por você nunca ser presente,
por você existir em sonhos não-concretos, em fantásticas aparições imaginárias,
mas tão reais... Triste me senti, por aquele dia poder te ter em minhas mãos, em
dar uma chance a minha própria felicidade e, ter desprezado o que mais desejava.
Triste por temer qualquer exposição agora, por te amar de uma forma tão forte,
mas tão interna... Mas feliz fico, você tem a chave para todos os meus
sentimentos, para todos os meus risos, só você é capaz de me fazer rir! Só você
é capaz de aniquilar a minha expressão tão séria, tão morta, com apenas uma
brincadeira sutil, feito criança. Só você pode me fazer amar novamente, só você
será capaz de me libertar da sua existência. Hoje eu sonhei com você. Toda
aquela visão de saudades parecia ser real. E você estava nos meus braços, com
olhar terno e doce, dizendo palavras que confortavam como abraço. Agora, sorrio
e penso se toda aquela cena, naquele lugar, fora real. É em vão, eu sei que não
foi, eu sei que nunca será. São sonhos, sonhos não são reais...
Sim, vai
e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que
o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de
mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra
perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela
voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que
eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus
desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
Chico
Buarque - Desalento
| uma carta para elisa | 19 Oct
2007 | |
Eu
te amo e, jamais diria isso se não fosse verdade. Eu preciso de tempo para
compreender, entender tudo isso. Eu preciso de tempo para entender as coisas que
eu não consigo explicar. Talvez eu lá tão quieta, sentada naqueles intervalos
conturbados, você mal me via (eu sei), você nem sabia que havia alguém te
observando e te amando ao mesmo tempo. Alguém que nutria a sede em vê-la todos
os dias, que nutria um amor platônico e puro. Agora me vejo aqui e, como é dita
na Lei que rege o universo, é bom ter cuidado com aquilo que se deseja... Eu te
desejei, agora lhe tenho (ou pelo menos tinha); mas até quando? Do jeito que
sou, nada dura para sempre. Nunca fui boa em demonstrar sentimentos ou reações
exageradas a qualquer coisa. Porém, confesso que agora estou muito chateada com
fatos ocorridos dias atrás, fico a imaginar e a pensar tolices, coisas que nem
fazem sentido... Eu não quero ver alguém que amo mal e penso seriamente uma
decisão. Mas o que importa uma decisão? Eu tenho medo de tomá-las... Eu não
costumo voltar atrás. Mas se você tiver que ser feliz, por mais longe que seja
de mim, eu aceitarei, se a minha natureza fria incomoda tanto, pode ir, o que eu
posso fazer? Eu gostaria de prometer mudar, mas eu nunca gostei de promessas. Eu
gostaria de ser outra pessoa, para simplesmente não vê as pessoas que eu amo
indo embora sem qualquer explicação...
Se
eu pensar, não vou dizer. Se eu disser, já nem vou pensar, não vou saber. Se eu
souber, vou esquecer, eu vou te ver, vou lembrar do que não era para estar
assim. Se eu penso e vago, viajo, olho, imagino e, por fim, vejo brilhar, não
posso tocar, mas consigo sentir tão distante, tão longe de mim, algo que não
existe. Embaralho? É, não consigo dizer, eu enrolo mas nem sei porque e, talvez,
seja só vício ou a virtude de saber que eu te amo. Odiar-te não é o caminho, nem
nas noites mais frias que você não está, nem nos dias quentes em que eu não
posso celebrar e, dividir, contemplar a minha alegria. Se eu souber de tudo
isto, eu já disse, vou esquecer! Não posso... Queria te abraçar, te tanger e te
dizer as palavras que não vão sair e, te mostrar com o meu silêncio, a minha
felicidade. Amarrar-te e te torturar na minha dor, o quanto você sentir. E se
hoje no céu eu tenho estrelas, se hoje minhas lágrimas palavras falam, se hoje,
meu coração em pedra fica ao ver o vento e, se hoje me desespero na escuridão, é
porque você foi embora e nem sequer deixou o tempo necessário para eu fazer as
pazes com a minha solidão...
Meu
lado emocionalPor que estou me sentindo tão vazia? Por que tudo está sem
sentido novamente? Ah, nem eu mesma sei... As coisas que acontecem comigo são
tão confusas! Às vezes está tudo arrumado, tudo no lugar, tudo certo como agora;
mas de repente, de uma hora para outra, as coisas parecem ter caos, a vida para
ser caos, a mente parece está em caos. Isso tudo atormenta tanto e eu peço para
que tudo se vá, e a minha vida acaba se dissolvendo em uma única palavra:
solidão. Não sei o que faço, não sei porque faço, não sei o que sou. Mas pareço
não agradar muito, pareço não ser presente, embora internamente gritem vozes que
clamam por companhia. Não sei o que procuro! Quando tudo entra nos eixos, eu
tento procurar um defeito, um motivo ou uma tristeza, para voltar à melancolia.
Eu pareço gostar muito dela, pois estou sempre cometendo algum erro para chorar
depois. Eu precisava escrever, falar e esta sou eu. Ah, eu estou tão longe de
mim! Meu corpo navega contra esta solidão, meu espírito procura suprir em suas
frestas de lágrimas, desejos de passados intensos, mas tão próximos, passados
que lembram vidas de pessoas que sorriem, passados que convivem no meu presente,
passados de presentes que tornam-se lembranças futuras... enfim, passados!
Meu lado físicoPuta merda, isso é a TPM, isso é a TPM, isso é
a TPM! São os hormônios, são os hormônios. É o seu querido ciclo menstrual, por
favor sem dramas. Eu não sou sentimental, não tenho frescuras e essas palavras
são devidas às lágrimas de sangue que escorrem no meu absorvente. Eu vou comer,
tomar banho e dormir. Passar bem.
“Se um dia em tua casa te sentires
longe
E precisares muito me falar
Se um dia em tua casa me quiseres
junto
Mais do que tudo em que possas pensar
Não penses que é difícil
Não te atrases tendo medo
A porta fica aberta para te esperar
Vem
embora, vem embora
Que assim muito me farás feliz”
[...]
mas, cuide de suas florestas hoje, para que não tenha remorso, nem seca de
pensamentos amanhã. É fácil plantar uma flor, de que perder uma; flores perdidas
não voltam, mas as flores plantadas e regadas, crescem!...
trecho de um
escrito de 2 de julho (domingo) de 2006, às 20:34
Hoje,
Volta-Redonda
Ah, eu vou voltar! Você tem idéia do que é pisar, sentir o
cheiro daquilo que um dia foi útero? A minha terra, aquela terra que por tanto
tempo ficou habitando somente as minhas memórias, que inutilmente vagou nas
minhas saudades, ah terra! Nunca pensei que pudesse sentir esse aperto no
coração, em lembrar que um dia eu já te tive em matéria, na forma concreta
daquilo que eu vivi. E hoje, hoje sinto tanta falta! Daquele calor, daquelas
árvores, frutos, bichos, gentes, enfim, sinto falta de mim. Sinto falta do eu
que habitava a terra naquela época, sinto falta daquela fazendinha, daquela vida
calma, calminha.
Sei
que há contas a pagar
e há razões pra terminar
a semana toda ficou para
trás
ela tem trabalhado demais.
Como seria melhor
se não
houvesse refrão nenhum
mas há.
E no seu apartamento
ela se
esquecia de tudo
Parecia uma princesa
nao se importava com o resto do
mundo
e largava os pés em cima da mesa.
Como seria melhor
se não
houvesse refrão nenhum
mas há.
E no seu apartamento
Ela se
esquecia de tudo
Nao havia contratempo
ela segurava o seu coração
e
largava as roupas pelo chão.
Eu
não sei o quê está acontecendo comigo, minha mente está perturbada, confusa. A
cada dia que passa, torna-se impossível controlar os meus atos, remover as
lembranças, lembranças más... Eu não sei consertar mais nada, minha vida é um
caos! Algo mudou por aqui e, eu retornei como quem não quer nada a um grupo de
pessoas desconhecidas, mas tão próximas. Meu coração está cheio de sentimentos
sem nome, sentimentos estes que me consomem dia após dia, me engolem, me
envolvem e me colocam em um mundo irreal. Talvez, 1972, está é a data em que eu
deveria estar em casa, não sei o quê faço aqui. É um conflito interno, uma briga
comigo mesma, eu sou estranha dentro do meu próprio corpo. O que há lá fora não
é real, eu sou a derivação daquilo que nunca existiu. Como pode!? Para quê todos
esses tormentos? Porque eu lembro de coisas que nunca aconteceram e, fantasio
coisas que nunca acontecerão? Quem sou eu...?
Meu
amor por você é doentio e demente. Quando vejo sangue, lembro-te, amor. Aquele,
a quem dediquei minhas horas vagas ao sexo, deixo apenas, lembranças de uma alma
roubada. Hoje, pretendo apenas odiar-te, com as mais belas forças, extraídas da
minha mente suja! É que você escolheu tantos caminhos diferentes, caminhos
estes, que não foram traçados pela mão sagrada de Deus; por isso hoje sofro
tanto no inferno da minha loucura, no hospício da minha solidão. Que mal este
fiz, para perder-te e sofrer assim? Já odeio contar as horas, já quebrei todos
os relógios, a fim de deixar o tempo passar sem ser contado, visto. Ajuda? Não
clamo mais! A amargura é tanta, o orgulho é tanto, que mal posso erguer as mãos
para o céu, ou para a terra, e clamar a não sei quem. O quadro de minha vida,
retrata apenas o abstrato, aquele que não posso decifrar. Em minha cabeça,
contornam palavras e gestos do passado, que jamais foram esquecidos, a partir do
dia em que você, meu querido, eterno e insano amor, me jogou neste imenso abismo
da escuridão. Vago só, sou a alma negra, suja e errante, deitada nas
inquietações da lama, em fases metamórficas. Atiro pela janela, o pacto de nosso
amor, as algemas de minha incessante dor, o remorso do vício, você...
| Descolorirá | 15 Sep
2007 | |
Sinto,
quando tento esquecer, que há um sentimento tão contido em mim, que está preso
sem motivo e que simplesmente não voa como pássaros livres, por medo. É ruim, é
estranho... Dói na alma, o coração parece dar um nó, parece sair pela boca
quando vem aquela ânsia, aquele desejo insensato de consumir noites felizes. E
não me deixo libertar, e não me deixo esquecer, por cantarolar na minha mente as
vozes da esperança... Sei que dessa vez é em vão, sei que tudo fora em vão! Não
que seja pessimista, mas a realidade de cada fato, de cada lágrima e de cada
olhar triste, revela tudo. Ela passa sem ser notada e alma ainda não se pôs de
pé deste sonho devastador, destes dias em que pareço engolir veneno para
sentimentos. Tudo isso, é para não lembrar de ti, para não mais te ver ou
querer, para simplesmente se deixar ir. Mas sei que é impossível no momento, eu
sei que todos os planos foram direcionandos a sua existência, a minha. Eu sei
que eu vou chorar, eu sei que a saudade vai fazer eu voltar, eu sei que mais
lágrimas serão derramadas pela visão que corroerá o coração que há muito não
bate de alegria...
| Nada interessante | 05 Aug
2007 | |
Não
sei me descrever agora. Na verdade sei, só não sei o que descrevo, pois não
possui nome ou sentido. Estou mergulhada em dúvidas, anseios, frustrações e mais
outras coisas que eu nem sei porque existem. Claro, faço o que posso para sair,
mas preciso que ele se vá! Sim, a presença daquela criatura de reluzentes olhos
verdes me incomoda em demasia.
Eu não sei esquecer aquele olhar, não me
ensinaram. Na verdade sei... mas não quero! Faz tão bem para a alma, será que
vocês nunca amaram na vida? Amaram não... acho que paixão é algo menos complexo
(ou mais) e não possui um significado com sentido.
Amor é para si mesmo,
família e amigos de longa data; amor para outrem é desperdício! A paixão
flui, simplesmente está ali, você nem sabe porque a maldita chega ou como ela
vai embora, mas, enquanto sente, se sente bem. Os hormônios afloram, você
consegue até escrever poesias... Começa a ouvir músicas cafonas e românticas,
que te façam lembrar o dito cujo. Eu não sei se é assim como todo mundo, mas o
que importa? É assim comigo e ponto. Sou tola, como sou tola...
Analisem
e entendam... Eu tenho dezesseis anos e desde quando me conheço por gente,
prometo não me deixar apaixonar. É incrível! Como eu gostaria de ter toda essa
paixão para aqueles que realmente merecem a minha consideração. O ser humano é
bobo demais, vai entender. Para falar a verdade, me sinto melhor depois de
desabafar tudo isso. Não gosto de desabafar e/ou compartilhar problemas com
amigos reais, eles não merecem todo este peso! Sou confusa demais, tenho
atitudes estranhas, idéias paradoxais, dentre outras coisas que não valem à pena
serem citadas...
Eu disse como foi o meu primeiro dia de aula? Foi
normal, oras! O que esperam de um colégio? Aulas... Mudamos de sala, eu
particularmente gostei, mudamos de professores também. Aliás, houve duas
mudanças radicais de professores: biologia e história. Eu adorava a professora
de biologia, ela sabia muita coisa, era perfeita! O professor de história era um
palhaço, mas as aulas dele eram dez. Agora me vêm dois professores inúteis, dos
quais eu não gosto.
Sexta eu passei a tarde toda assistindo filmes,
sábado estudei como louca (dia 25 de agosto tem as olimpíadas de física), mas
vale à pena sabe? Prefiro investir nos estudos... Algo me diz que os negócios
não andam favoráveis no setor “namorístico”. Passar bem.
Será
que você pode me escutar agora? Será que você sabe quem eu sou, será que você me
lembra? Eu sinto tanta falta do seu abraço, dos seus beijos, das suas
brincadeiras infantis, do seu olhar... Eu queria tanto que você voltasse, eu
queria tanto que você estivesse ao meu lado agora. Eu queria sorrir, mas já nem
consigo essa proeza porque você não está aqui! Eu queria erguer a minha cabeça
com sutileza e dizer “
Eu te amo”, olhando para os seus olhos,
contemplando o seu sorriso... Por que você foi embora assim, de repente? Por que
você sumiu sem dá notícias? Será que você não entende que eu sofro com isso, que
meus dias são cinzas agora? Eu fico de mãos atadas, pois nem sei onde mora, quem
é realmente... Talvez esteja morto ou jogado em uma esquina qualquer ou, talvez,
esteja aos abraços com outra, nem sei e nem importa...
Quarta-feira
recomeçam as aulas, agora, sabe-se lá Deus quando eu vou poder lhe ver. Só
estava saindo porque estava de férias; preciso me dedicar aos estudos...
Infelizmente você será o meu segundo plano... É uma pena! Talvez em dezembro
tudo volte ao normal, em dezembro eu volto; mas será que até lá eu vou estar lhe
amando assim? Será que até dezembro eu estarei com essas mesmas idéias juvenis?
Eu creio que não... Por isso desejo que volte logo, para não falecer este amor
que há em mim, que me fortalece, que faz com que a vida tenha um sentido! Eu
posso te tirar desse lugar horrível, eu não posso te dar muitas coisas, mas será
que o meu amor é o suficiente para você!?
| SAUDADES SUAS | 18 Jul
2007 | |
Ah
brisa! Que acaricia levemente a minha face, que transforma meus cabelos no
próprio vento, brisa que me conduz ao estado da ternura, leva embora os rastros
daquele que tanto amei. Leva embora estas lembranças que destroem meu coração,
os meus devaneios. Apaga em mim esta dor, este amor. Ah, brisa! Apaga dos meus
dias aquele sorriso, aquele olhar de olhos verdes, aquele abraço, aquele
beijo... Leva embora com os meus cabelos esta parte tão afastada de mim. Já não
posso suportar este tormento, este vício de insistir, esta virtude de lembrar.
Não agüento mais esta saudade que dói como as flores secas, como as nuvens que
passam lentas, como o soar das horas vagas, como a quietude dos dias cinzas...
Arranque de mim este pedaço que faz a vida parecer morta! Leva de mim este
desejo intenso de querer ter o que perdi, apague este amor; deixe-me em paz com
a minha dor...
| NÃO IMPORTA! | 17 Jul
2007 | |
Você
sabe que esta poesia é para você! Não adianta fingir que não desconfia, mas eu
sei que você não está aí [e faz questão disso] para este sentimento que me
consome. Eu posso te salvar, eu posso te tirar dessa... Você está disposto a vir
comigo? Você está disposto a ser o meu melhor amigo? Será que você vai aguentar
a minha mania, o meu vício incessante e constante de dizer que eu te odeio e
demonstrar que te amo? Céus! Sou inútil... Dos meus lábios saíram estes versos,
já que eu não posso te beijar...
Para lembrar o meu
Amor
Prometo tornar os seus dias primaveras
Trazer-te
flores, as mais belas!
Que enfeitem e encubram suas tristezas, melancolia...
E façam com que no verde dos teus olhos reluzam alegria!
Prometo
amar-te como quiser
Divina será a tarefa de te cuidar o quanto puder!
O
amor que nutro por ti em seu coração plantei...
Com os meus cuidados, por
toda eternidade, cultivarei.
Prometo honrar estes versos, prometer e
cumprir!
Farei de tudo, qualquer loucura, para te ver sorrir
Dedicarei-me a você com toda intensidade
Pois te digo: este amor
ultrapassa a imensidade!
Prometo, por enfim prometer, me despeço...
Tentei expressar este amor, este universo!
Mas que adianta? Dar-te estas
dádivas, estrelas...
Seria tolice! Já que não te tenho e você nunca poderá
entendê-las!
| Saudades de 1979 | 15 Jul
2007 | |
Ao
acordar, minha mente se põe à lembrar que devo te esquecer. E torna-se, a tarefa
mais diária das tarefas, tirar-lhe do peito que bate, lamentando a presença de
sua ausência. Os pensamentos, ainda constantes quanto a você, vagam procurando
no infinito, a saudade que sinto. Ah, se as palavras pudessem definir este
sentimento, como gostaria que ele tivesse um nome; é tão impossível saber, mas
tão fácil sentir. Basta eu, lembrar das vezes em que esteve aqui, compartilhando
comigo momentos tão eternos quanto os segundos que antecedem um alívio sutil. É
como se sua ausência me doesse, mas não dói, lateja apenas como uma gota d’água,
como um alfinete caindo ao chão. E são tão corriqueiras as lembranças, mas tão
vagas, que nem posso saber se é verdade o que penso, nem posso pensar em saber
se é verdade, pois eu sei que deste modo, a sua ausência que me dói, a sua
presença vazia, vai-se embora, para onde os versos das palavras não conseguirão
chegar. Eu vou procurar [até não querer mais] o seu eu material, o seu eu
presente, que me conforte com abraços, que me aqueça com palavras; eu sei que
vou procurar para sempre, pois nunca vou não querer mais; eu quero e não basto,
eu quero agora, eu quero para sempre! E desejo mais o querer, infinitamente,
desejo várias vezes querer, para não cessar os quereres, pois eu sei que não
posso. Quero voar, quero estar onde a sua ausência não pese tanto quanto a
palavra nunca dita, eu quero estar onde a minha saudade cesse, eu quero estar
onde eu não deseje estar mais, eu quero estar ao seu lado.
| ODEIO AMAR! | 14 Jul
2007 | |
Sabe
aquelas pessoas que eu deveria esquecer? São as que eu mais lembro! Odeio
lembrar que eu amo alguém e que, este mesmo alguém, não está aí para mim. É tão
ruim isso, amar sem ser correspondida, falar sem ser ouvida... Ah! É ruim ser
ignorada. Na verdade as pessoas pedem para sofrer, pois, a todo instante, se
deixam apaixonar. Queria ter um escudo para não amar ninguém, para ser
indiferente. Às vezes eu penso que nasci para ser assim, sozinha. É triste
sonhar com casinha, filhinhos, churrasco a beira da piscina aos finais de
semana, mobilias caras, se não há alguém para compartilhar isso. Na verdade, sou
idiota e problemática; sou tola demais para este mundo! De que me adianta saber
toda a matemática de Euclides, todas as leis de Kepler e Newton, saber resolver
os exercícios de um Halliday e não ter ninguém para comemorar comigo estas
coisas? É triste, muito triste...
| Do nada... sabe? | 07 Jul
2007 | |
Foi
assim. Meio de repente, do nada, assim por acaso. Saímos do meio daquela
multidão de drogados, descemos a rua da faculdade. Fui parar em um bairro que
nem sei, mas até que ele foi gentil. Conversamos sobre tudo. Dizia a ele "que
diabos estou fazendo com você outra vez?". Ele fedia a benzina. Usava roupas
rasgadas, sujas e tinha um moicano enorme. Era punk.
Não era nada como
Sid e Nancy, nada como Christiane F. e Detlef; mas é parecido. Não escolhemos a
quem amar, não escolhemos a realidade do oposto. É tão estranho. Uma gótica, um
punk do subúrbio... São pessoas tão diferentes. Ah, mas é tão bom gostar do que
é diferente...
Nunca
fui nenhuma artista, especialista ou estudiosa de fotografias, mas acontece que,
ultimamente, as imagens têem me intrigado em demasia. Essas, por sua vez, me
perseguem e coexistem com a minha realidade. De certo que andei vendo
fotografias demais esta semana, mas elas me intrigam... É como se o tempo fosse
parado naquele instante; poderia passar horas imaginando e pensando “O que
aquelas pessoas estariam pensando, fazendo?”. Não entendo ainda o porquê das
fotografias. Parar aquele instante! Sim, é somente um instante, mas toda uma
vida é composta de instantes. Parece que todas as pessoas, as coisas que se
encontram estampadas “naquelas fotografias” quiseram parar o tempo, quiseram
mostrar algo e por fim, quiseram de fato serem lembradas. Seria tão importante
assim ser lembrado? Eu não sei... Aqueles olhares me transmitem tanta coisa,
aqueles risos, aqueles lugares... É como se eu já estivesse passado por lá em
uma outra vida, instante.
Por falar em lugares que passei, ultimamente
tenho sonhado bastante com lugares desconhecidos. Eu sei, são sonhos, mas as
imagens são perfeitas, posso vê-las transitar sobre os meus pensamentos. A minha
imaginação não criou aquilo! Eu já estive lá, eu sei. Aquele elevador de água,
que descia com pressa para um chão montanhoso; aquelas escadas que refletiam
dias tão ensolarados; aquele quarto com janelas tão bonitas que davam a um
jardim cheio de água, com galhos e espinhos; aquela porta com escadinha no
cantinho; aquele cemitério tão familiar; aqueles lugares enfim... aquelas
pessoas. Eu sei que eu as conheço! Era real demais. Por favor, não me intitulem
louca, é verdade o que digo. Pode parecer bizarro, mas ultimamente os meus
sonhos têem nutrido a minha realidade de sentimentos ásperos. Nem sei o que
sinto (na verdade sei), mas é algo tão intenso quanto os sonhos que tenho.
Detesto febre de loucuras, noites vazias e falta de um alguém para contar as
estrelas...
| Querido, eterno e insano amor | 10 Jun
2007 | |
Eu
sou assim! Por hora sem norte, no sempre, sem sorte, assim desse jeito. E desse
jeito é que levo; quem levo para os horizontes da vida? E desse jeito que engano
a vaguidão dos devaneios, a imensidade para o menor e para o maior das coisas.
São imensidades diferentes, opostas, mas que ainda sim conservam a beleza das
imensidades. Desse jeito, é que estou, ainda achando que sou, oras, assim! Dos
segundos que guardo, o passado apago para não mais lembrar dos dias em que o dia
não sorria para mim. Fico aqui, sou e estou assim, brincando com a proeza das
palavras, com o norteamento dos versos, com as folhas das pétalas que compõe o
jardim que você não está mais. E onde está? E se eu estou agora, se eu sou agora
é porque não está! Senti na euforia dos momentos, dos toques ternos, algo que há
muito não sentia, via. Porque despertastes este monstro que habitava em mim?
Porque acordastes os versos das palavras que por horas, por dias, meses, enfim,
estiveram calmos? Estariam calmos pela sua espera? Como conseguistes? És um
insensato, insano, mundano... Não sei que mal há em mim que me faz gostar tanto
do bem que me fazes, não sei. Seria a renuncia da existência, a inexistência
deste vício que consome, a presença dos teus olhos, a vaguidão dos meus
segredos, as estrelas que compõem a imensidão do que eu sinto por ti....
| Sem sentido ._. | 21 May
2007 | |
Têm-se
constituído em minha vida, o mais crucial dos dilemas, o dilema que atormenta.
Movimenta-se nas minhas inúmeras, intensas e pequenas partículas, a causa dos
meus dias, o sentido da minha vida. Não entendo por ser necessário, mas confesso
que, neste momento, a presença é essencial. Enxergo e percebo as flores do meu
horizonte, as estrelas da minha razão e, espinhos jorrados de sangue sobre as
minhas emoções. Seria este o meu fim? São tantos os questionamentos, são tantas
as disputas; fico a mercê (somente) em encontrar por algum acaso, a vitória, a
glória. Mas de nada adiantaria esta, sem um sentido mais intenso, um sentido que
simplesmente fizesse sentido às coisas que me compõem. Sentir as vozes dos
ventos, é manter a minha essência pura, imune de trapassas e atitudes de
mal-caráter. E por este caminho, que agora se faz longo, a Deusa me guia como
filha, e eu agradeço todos os dias, por tudo o que ela tem me proporcionado,
mesmo que seja pouco aos olhos humanos. Agradeço por ainda estar viva, depois de
tantas tempestades sob os meus sonhos, ilusões; agradeço por estar aqui, ainda
que sozinha, mas alegre. Não mais agradeço por conta das coisas que já possuo,
mas também, pelas coisas as quais eu ainda vou possuir. E fico aqui,
questionando nas horas, contando os compassos das dúvidas, dançando com as
decepções e, gritando em silêncio, as minhas alegrias.
Não
quero amar! Não, não posso mais sentir, me deixar possuir por uma coisa sem
sentido. Veja o rumo das coisas, veja no que eu me tornei... Não posso
prosseguir; gostaria de não crescer para não entender o que esta palavra (amar,
amor) significa... Diria, que é tudo por ser "adulto", não simplesmente porque
existe. Não quero buscar um consolo em uma "relação a dois", que prejudica e
maltrata as outras coisas, que interfere no comportamento delas. Não quero ter
uma pessoa para perder a minha própria identidade; não quero ter alguém ao meu
lado que me impeça de ver estrelas, de dar risos... Não consigo partir do
princípio do amar e não continuar, transgredir, sem ver o possível rumo que este
efeito, tão maligno, causará. Não sei o porquê as pessoas se unem para
prejudicar a vida de pessoas as quais nem pediram para nascer. Eu ODEIO tudo
isto que está acontecendo, eu estou odiando... Mas eu não odeio por mim, eu
odeio por ela e, se ela soubesse o quanto eu a amo, ela jamais agiria daquele
jeito. Se ela soubesse o quanto eu viso protegê-la, ela... Bem, mas ela ainda é
nova, quando possuir maturidade vai entender o que eu estou querendo dizer...
Mas agora, agora está tudo tão confuso, seria todo este "ódio reinante" fruto de
um amor fulminante? Se as coisas boas terminam assim, prefiro não começá-las...